Altas Habilidades: características

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ALTAS HABILIDADES: uma potencialidade humana cada vez mais evidente e que tem sido confundida com outros comportamentos na escola. Conhecer suas características é um passo importante para poder identificar e conduzir as crianças e adolescentes da melhor maneira possível.

Você tem uma filha ou filho considerado “fora da curva”? Que parece ter bastante facilidade para aprender determinados assuntos e muitas vezes parece precoce, se comparado às crianças da sua idade?

Por outro lado, alguma vez na escola seu filho já teve sua atenção chamada por algum desses comportamentos: desobediente, opositor às regras e ideias, não para quieto, não consegue sentar-se à mesa para as refeições, não consegue concentrar-se nas atividades escolares, fomentador de conflitos, não conformista? Saiba que seu filho pode ter altas habilidades!

Estudos na área indicam que, em uma população de estudantes, 10% a 15% das crianças apresentam altas habilidades, um percentual superior ao de crianças e adolescentes diagnosticados com Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade (4,4%, de 4 a 18 anos de idade).

O TDAH apresenta comportamentos que têm sido recorrentemente confundidos com Altas Habilidades.

Crianças com altas habilidades estão entre aquelas que mais apresentam resistência e dificuldade de adaptação ao modelo de educação convencional. Muitas vezes essa resistência é apenas o reflexo de um Quociente de Inteligência (QI) acima da média e de potencialidades características como uma alta capacidade criativa que, diante do excesso de padronização e obstáculos à expressão de um potencial latente, geram inquietação, excitabilidade neuromuscular (confundida com hiperatividade), ansiedade, indiferença diante do que a criança considera medíocre e desnecessário (confundido com déficit de atenção), agressividade, e outros sinais que, se não contarem com o suporte adequado de pais e professores, podem se tornar graves desajustes emocionais.

Se os problemas com o seu filho parecem estar saindo do controle, é importante considerar essa possibilidade. Comportamentos e características de altas habilidades, se negligenciados, podem gerar dificuldades de socialização que evoluem de pequenos desajustes a psiconeuroses, levando crianças a um processo crescente de inadaptação na escola, na família e na sociedade. Porém, qualquer dificuldade de socialização ou desajuste, se devidamente identificada e adequadamente trabalhada, leva essas mesmas crianças a nos surpreenderem com uma capacidade inusitada de produção e tendência à felicidade!

Por essa razão - contrariando o que acreditam muitos pais, professores e até especialistas - a identificação e o imediato encaminhamento para um programa especializado de desenvolvimento e educação, traz inúmeros benefícios, principalmente na dimensão emocional.

Autores como Gagné (2008), entre outros, defendem que a identificação de altas habilidades elucida questões relacionadas ao comportamento e características da criança que podem ser confundidas com outras condições.  Além disso, ao serem identificadas, além dos direitos legais e institucionais, as crianças adquirem inúmeras possibilidades de serem inseridas em um programa estruturado de práticas especificamente voltadas para os aspectos que precisam ser trabalhados.

Estudos têm constatado que crianças e jovens excepcionalmente inteligentes – critério que a literatura classifica entre QI igual ou acima de 130 –, evidenciam mudanças extraordinárias e bastante perceptíveis, quando têm a oportunidade de conhecer pessoas do seu próprio mundo e interagir com seus pares. Com isso, eles passam a dar a contribuição que é própria dos superdotados, com a excelência e o potencial de inovação que são inerentes ao que eles produzem.

Mas, como identificar as altas habilidades? Como reconhecer um perfil cujas características são praticamente invisíveis a “olho nu”? Quais são os indicadores mais precisos para classificarmos pessoas nesse grupo tão peculiar?

Esse comportamento considerado “fora da curva” já traz uma luz significativa”: é um indicador que consideramos de alta relevância na identificação das altas habilidades. Contudo, sabemos que, potencialidades como a criatividade, o talento, a aptidão e a inteligência, também podem, por si, revelarem um perfil fora da curva sem necessariamente ser altas habilidades. E é aí que o processo de sinalização começa a tomar novos rumos! Ultrapassado o primeiro obstáculo que é notar que existe “algo” naquela criança que “não bate” e que parece fora do padrão da normalidade, começamos a imergir no campo do quase invisível “a olho nu” para compreender o que realmente se passa com ela.

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