Escolas do passado, escolas do futuro!

Hoje, é o que mais se ouve falar nas mídias sociais e no marketing da menor à maior instituição escolar. Contudo, ao contrário do que se ouve como promessas de transformação, é dos grupos de WhatsApp e das rodas de conversa que emergem a realidade de pais cada vez mais angustiados, por se sentirem impotentes diante da inadaptação de seus filhos à escola do… PRESENTE! 

Ao olharmos para trás, tentando visualizar a escola do passado, nos deparamos com imagens de um ambiente extremamente rígido, cuja disciplina era obtida por um único caminho: a exigência de obediência praticada de modo radicalmente arbitrário! A rigidez substituindo o rigor, a obediência substituindo a disciplina, o grito substituindo o diálogo, o medo substituindo o protagonismo... Nos deparamos com imagens de crianças imóveis, mudas, ouvindo explicações desconectadas da realidade, e que, para se livrarem da punição, as "engoliam" como verdades absolutas. Discordar do professor, expressar seu pensamento? Irremediavelmente impossível! Caso isto acontecesse, a criança corria o risco de ser exposta a humilhações e até a severas punições. 

Um questionamento interessante ante esta realidade seria: essas crianças aprendiam e eram preparadas para o futuro? Só é possível responder com uma única afirmação: aprendizagem não acontece sob pressão nem opressão! Poucos sobreviveram com o seu sistema emocional em plena harmonia. Resulta que transtornos, síndromes, e diferentes mecanismos de violência silenciosa ocupam, no presente, o lugar da brincadeira de rua, da alegria, da energia.

Parafraseando Rubem Alves, há escolas que são asas e que não amam pássaros engaiolados, porque existem para dar aos pássaros coragem para voar. E há escolas que são gaiolas, e existem para que os pássaros desaprendam a voar, porque pássaros engaiolados são pássaros sob controle. 

Qual delas ilustra a escola do passado? Será que a escola-gaiola deixou de existir?


Beatriz Chaves